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Vida, um espelho de costa.


VIDA, UM ESPELHO DE COSTA.

Perderam-se os mais nobres sentimentos,
Na mídia e na volúpia dos progressos que,
Cravando sua espada impiedosa,
Sangrando aos corações, antes famílias,
Ungiram com tristeza nossa ex-sociedade,
Agora uma mistura entre vícios e maldades,
Regados pelas drogas, crimes, roubos e políticos,
Avessos do espelho que reflete um cidadão.

Não calo porque sinto no meu peito,
As sístoles e diástoles a empurrar o sangue honesto,
Por todas minhas veias que suplicam por respeito,
Da mídia, do progresso e da criminalidade,
Também dos falsos homens, travestidos de governo,
Oclusos em seus orgulhos, sequiosos de ambição,
Sem mesmo perceberem a verdade e a razão, porque:
Perderam-se os mais nobres sentimentos.

Não sei se nossos filhos que criamos cidadãos,
Conseguirão manter todos preceitos da tal honra,
E desviar a tempo, entre as balas que perdidas,
Pretendem mutilar essas raízes que honestas,
Deixamos entre crises, guerras, prantos e até fome.
Será que a sensatez e habilidade intervirão
Na mídia e na volúpia do progresso que,
As rédeas da razão, mais forte os conterão?

Jamais me calarei, porque sou homem brasileiro,
Não temo o vento contra e nem sequer contraventores,
Porque nesse País aonde cantam sabiás,
Os rios gigantescos sempre avançam para o mar,
Existem patriotas, que sem medo, a protege-los,
Cravando sua espada impiedosa,
Nos pulhas invasores e os tais globalizados,
Hão de manter na haste, desta terra, o pavilhão.

A saga do poder, tão desonesta, inconseqüente,
Que leva certas mãos a cometerem desatinos,
Jamais conseguirá permanecer num top mídia,
Por crimes ou seqüestros, induzidos da ambição,
Sangrando aos corações, antes famílias,
Citada como exemplo ou conseqüência do progresso,
Porque essa palavra, ao suceder a fiel ordem,
Marcou de patriota a família brasileira.
Se a vida é um espelho, que agora está de costa,
Não deixarei quebrar-se um só pendão da esperança,
Por causa de incertezas e tantos atos que, espúrios,
Ungiram com tristeza a nossa ex-sociedade,
Que mora no meu peito, retalhado por tristezas,
Porque no coração, o grande mestre do amor,
Capaz de seduzir e impulsionar o sangue nobre,
Espera essa vitória que com a paz, nos chegará.

Aguardo o amanhecer que em vez de sol, haja verdade,
Que à noite, a lua nova, veja cenas de amor: Porque?
Agora uma mistura entre vícios e maldades,
Ofuscam no horizonte, o destino dessa pátria,
Que amo e que defendo, com a vida se preciso.
Por isso não me calo nem me omito e sim enfrento,
O monstro que surgir, seja de onde ele vier,
Pois basta de invasores a roubar-nos o sossego.

Os filhos que criamos, educados e honestos,
Regados pelas drogas, crimes, roubos e políticos,
Jamais se banharão nessa lagoa de vergonhas,
Pois sabem encontrar muitas razões que os justifiquem,
Porque só com amor, integração, haverá paz,
Num mundo pervertido, ante a força capital,
Surgida entre idéias de um poder, dito global,
Que visa dar favores a pouquíssimos “senhores”.

Avessos do espelho que reflete um cidadão,
Serão então banidos, do planeta, sem direitos,
Perante a paz sublime, onde a fé nos alimenta,
Enchendo de esperanças, nossos peitos varonis,
Ao ver que em todo mundo haverá muitos brasis,
Servindo ao bom saber, unindo credos e ex-senhores,
Amando simplesmente todo o ser que tenha vida,
Para ver a sua imagem, no espelho, quase Deus.





 


Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 24/10/2005
Código do texto: T62908

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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