Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Morfema

Os poemas que ficam à mercê do deleite
Redemoinham com semblantes amenos
Onde a demagogia se liberta dos desenlaces aceites
Como viga à plenitude do que se aceita em acenos

São os poemas que vagueiam no vagar da utopia
Levando-nos perante oscilações ignotas
Raras mas tão vulgares como quem copia
As índoles transcritas no talento de um bloco de notas

Poderosos escritos de palavras entrelaçadas
Que conseguem da sua interpretação um longo alcance
Como quem vagueia por entre o confronto e as vagas
À tocante quando se sente a beleza em relance

Vigias prolongadas à vocação em ser
Num rasgo, um impulso, um poema
Quando o poeta lança as palavras querendo crer
Que quem as lê as sente como suas a cada morfema

Rombos de agrado perante o relento
Que é ter a poesia suspensa na verdade quimera
Devaneios que se podem levar em sentimento
Quando a raiva se cega à poesia e a vida a venera

Como a predilecção e os castros rudes ao vislumbre
A poesia quando cantada pode ser morte e dor
Quando possuída à loucura do deslumbre
É a poesia que faz do momento o nosso ardor
Teófilo Velho
Enviado por Teófilo Velho em 31/08/2007
Código do texto: T632451

Copyright © 2007. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Teófilo Velho
Portugal, 54 anos
20 textos (435 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 01:57)