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DIÁLOGO COM A SOLIDÃO:



Solidão não és sozinha, 
vens sempre acompanhada
pela dor, e contigo os espinhos
que traças pelos caminhos
por onde quer que tu andes.
Há! Solidão mal amada
gostas de trilhar na estrada
por onde meus pés caminham,
não importa se estou só
ou se ando acompanhada,
me segues como uma sombra
nem sequer me dá uma trégua
para que possa respirar aliviada.
És teimosa, inconveniente,
não te importando com a gente
e chegas em qualquer momento,
Basta só ter um descuido
de uma musica ou um lugar
não importa a multidão,
pois não respeitas ninguém
quando tu queres chegar.
Há ! Solidão mal amada
és como e erva daninha
que cresce a beira da estrada.
És esperta, violenta,
Não importa a idade
se tenho vinte ou oitenta!
O que te importa solidão,
é botar no coração
a dor e o sofrimento.
Não te importa se sou rica
ou se não tenho um vintém,

se estou acompanhada
ou se sozinha também.
Chegas assim de mansinho
como quem não quer nada
me levas por um caminho
onde não quero passar.

luto, mas tu que és esperta
Sabes a hora certa
de quando deve atacar.
E eu, vencida, cansada,
olho para a minha estrada
e quem eu vejo... Só tu!

novelasco
Enviado por novelasco em 31/08/2007
Código do texto: T633083

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Sobre a autora
novelasco
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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