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Campanário

Velhas velas de cera que derretem,
Fracas luzes n’escuro tumular
E os silvos, madrigais tocando o ar
As fortes que ele sofre e tem
Até acabar...

Mas o quê? Masoquismo tentador
As gralhas no cipreste declamando
Sob as telhas geladas já pousando,
Ciscando frias hóstias com ardor
Toda tua dor...

Vejo velhos sinos gemerem
E as cruzes de um velho legado, sinos
Gemendo como infantes, como grã-finos
Serenatas senis para morrerem.
Em vão morrerem...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 01/09/2007
Código do texto: T633300

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
799 textos (267111 leituras)
6 áudios (1647 audições)
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Fabio Melo