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Solta-te!

Solta-te!
Solta-te!
E nasce com a nave vermelha
Que todos os dias mergulha.

E vive!
Vive
A existência de frutos maduros
Ansiando a das folhas perenes

Grita para um povo
Que nunca te ouvirá
Porque não o podes comprar

Dança tudo o que puderes
Tudo o que não embebeda

Mas bebe!
Bebe
E não recuses
Porque a morte não se oferece
Ao primeiro copo que beberes

E quando quiseres dormir
Hiberna
Tudo o que tiveres comido será teu leito
Tudo o que tiveres corrido será teu sono

E sonha!
Sonha
Aí então
Sem nada para fazer.

Não olhes
Não penses
Se for estranho fazê-lo

Mas se quizeres,
Embala-te com a certeza
De tua idade
E verás

Tudo o que não bebeste
Tudo o que não viste
Tudo o que não sentiste
Nada vale
Por ser transitório

O que marca
Magoa ou surpreende

E assim sonharás
Feliz por ter bebido
E nunca terás mentiras

O que aconteceu para ti
Aconteceu para os outros
Que dormem

Os despertos
Nunca aconteceram.
Gilberto Cardoso
Enviado por Gilberto Cardoso em 01/09/2007
Código do texto: T633402

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Sobre o autor
Gilberto Cardoso
Portugal, 48 anos
91 textos (2874 leituras)
1 e-livros (54 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/08/17 02:39)
Gilberto Cardoso