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CARINHOS NO CADÁVER

Meu poema é apreçe de um ateu
é o tiro da criança no irmão
é o grito
da noiva estuprada na frente do noivo
a caminho da lua de mel
São tantas coisas
porém nenhuma que valha a pena
É o beijo
com sabor de lágrima
a punhalada do melhor amigo
Invejo quem não escreve
quem peca fora do pensamento
sou um invejoso nato
Viciado em escrever
Meu poema é o desespero
do fantasma cego e pálido
que ronda o coração dos suicidas.
pedro carmo
Enviado por pedro carmo em 25/10/2005
Código do texto: T63459
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Sobre o autor
pedro carmo
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 34 anos
172 textos (5174 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 22:56)
pedro carmo