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REFÉM DA SOLIDÃO

REFÉM DA SOLIDÃO

Dê: Agamenon Troyan

Uma jovem donzela encontrou-se
Com o seu destino.
Não era um belo rapaz,
E nem um feio bobo da corte.

Mas sua nobreza,
Misteriosa e introvertida,
Conquistou seu coração.

A jovem, apaixonada se entregou
Sem receios e arrependimentos.
O amor antes adormecido,
Despertado fora em gemidos.

Estavam nus,
Completamente entregues à sua natureza,
O Éden agora passava a ser um paraíso.

A voz do vento a fez despertar,
Decepcionada sozinha se encontrou,
Procurou pelo seu amor em todas as partes,
A tristeza novamente batia-lhe à porta,
Voltaria a ser refém da solidão?

Não havia rastros, pegadas; nenhum sinal.
Seu amor desaparecera como por encanto...

Subitamente tudo começou a escurecer
Nada mais se ouvia...

Gradativamente tudo em sua volta começou a tomar forma:
Era um aposento rodeado de livros,
Aquecido por uma discreta lareira;
Próximo à janela, uma senhora
Contemplava seu horizonte perdido.

De posse de um retrato
Segurava-o de encontro ao peito.
Seu olhar estava perdido
Na mais profunda solidão.

As lágrimas caíram molhando
O vidro que o envolvia,
Dentro dele o rosto do seu jovem amado,
O único que ela verdadeiramente amou,
... E que nunca mais voltou.
Agamenon Troyan
Enviado por Agamenon Troyan em 04/09/2007
Código do texto: T637481

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Sobre o autor
Agamenon Troyan
Machado - Minas Gerais - Brasil, 53 anos
40 textos (941 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/17 10:47)
Agamenon Troyan