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PONTO DA SITUAÇÃO

Na puta desta vida
Permaneço à sombra
Da congruência humana

Subsisto sob o olhares
Inquisitoriais
Dessas damas de quintais
Que paparicam preceitos
E se enfeitam de doces e lantejolas
Ardentes à vista simples

O ser marginal e decadente
Que se masturba insistentemente
Só preocupado com o movimento
Mais rápido ou mais lento
Não é nada inferior
A mim
A mim
A mim que agoniza
Sob o cheiro da vida indecisa
Sem que dita luz
Se possa discernir
Ao fundo do túnel
Nítida, clara e pura
Sem que haja pena de pouca dura
Que passe à vista de um rosto

A mim a vida é-me dada
Com a sua miséria total
Não tendo senão como alegrias
Os céus, a terra e as maresias
Que me enchem a alma maltratada
De alegria e abismo

A todos os daltónicos me adereço:
Não pense que vêem a vida
De maneira diferente

A merda é sempre igual
Idependentemente da cor que aparente (PONTO)

Gilberto Cardoso
Enviado por Gilberto Cardoso em 05/09/2007
Reeditado em 05/09/2007
Código do texto: T640014

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Sobre o autor
Gilberto Cardoso
Portugal, 48 anos
91 textos (2874 leituras)
1 e-livros (54 leituras)
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Gilberto Cardoso