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Busca do imortal - 1: Lobos

A Busca do Imortal:
I - Lobos

Apaixonei-me por um lugar vazio
Por olhos aturdidos, espelhos, e um reflexo que não é o meu
Arremessei meu coração pela janela a um lugar frio (tantas vezes)
Lá, flores secam de medo, lá habitam lobos famintos por amantes e prazeres proibidos.

Não houve tempo e espaço para a desconhecida e almejada razão
Fui seduzido, iludido, jogado a aqueles pés de uma forma ridiculamente sobrenatural
Um único beijo despertou algo muito além da minha ou da sua compreensão
Nas curvas daqueles traiçoeiros lábios vermelhos me tornei imortal

Um abraço tantas vezes manteve meus monstros guardados a sete chaves
Mas aqui eles são libertinos e não existem abraços nessa terra morta que se tornou o seu coração, nesse lugar as minhas lagrimas não encontram fim, para elas não há chão
Medo! Em cada floco de neve, num imenso vale branco
O moinho gira, e eu só desejo minha patética vida de rotinas novamente

Passos, segundos imensuráveis em um deserto gelado
Tenho certeza, que em algum lugar lá em cima, águias me vigiam
Elas sabem, com seus olhos matutando sobre minha cabeça, confabulando sobre minha derrota aparente. Todos sabem que no fundo eu sempre tive medo.
Será hoje? Que ele derrubará este cambaleante, porém bravo guerreiro

Bem que elas gostariam...
Saulo Matos
Enviado por Saulo Matos em 06/09/2007
Reeditado em 04/12/2007
Código do texto: T640575

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Sobre o autor
Saulo Matos
Itaboraí - Rio de Janeiro - Brasil
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Saulo Matos