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Sonho

Dói-me o dia
No rosto pálido
Que ora uso

Mas porque o uso
não têm que me atirar
pedras grávidas
 com soluços de vento

Desse vento que vestes
 para ultrapassar a rua cálida
a abarrotar de gente nas esplanadas
em pleno verão

Dói-me a verdade
na semente
das palavras
sobressaltadas
proferidas
na calada da  noite

Dói-me a fadiga do peito
 que transporto neste corpo
 amadurecido na memória
dum  tempo
que se perdeu e diluiu
 em insónias repetidas
mas
 de um  sonho ainda
 por realizar.

lucianobarata
Enviado por lucianobarata em 06/09/2007
Código do texto: T641372
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Sobre o autor
lucianobarata
Portugal, 67 anos
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lucianobarata