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Mistério

MISTÉRIO.


É meu desiderato, desde o tenro puerpério,
Achar quais as razões que justificam essa vida,
Porque se eu estiver a cometer vitupério,
Às crenças ou aos deuses, que me levem de vencida!
Não irei abdicar, pois seria um despropério,
Desistir desse ideal, que busco e é minha lida,
Sabendo ser meu direito e jamais um impropério,
Deixar a alma feliz e também esclarecida.
Entre as razões que encontro, eu as quero com critério,
Porque a nobre inocência, já ficou no batistério,
Portanto nesse momento, no portal do acrotério,
Concebo-me sim o direito, de falar por magistério,
Por saber selecionar o bom do tal deletério.
Então sentindo a derrota, no final do climatério,
Encaro qualquer que seja, ao mais duro prebistério,
Sem temer ou recear, o momento do cimério.
Agora já consciente, me tornei um homem sério,
E aguardo entre as angústias, o chegar do grande dia,
Pois tenho assim a certeza que não é um despautério,
Diante das incertezas, onde busco a alforria,
Que se encontrar nesta cova, hoje, aqui no cemitério,
Razões que até justifiquem, minha dor e agonia,
Fazendo-me ter valido, a tal vida, esse mistério,
Honrar-me como mortal, sem pretensão à abadia.
Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 27/10/2005
Código do texto: T64172

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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