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Sono

É torpor intenso
adormecimento mágico
Oceano imenso
Expirar trágico

Projectado para outro lugar
onde vive a memória
sonhos de par em par
arauto de nova história

A imaginação reaparece
do deserto ermo,
um som fenece
anunciando o seu termo

Doce ilusão alegre
sem pesadelos é perene
deus queira que não deserte
não desespere, nem pene.

Morfeu tudo observa
em seu trono se alimenta
de trovas da alma serva
a luz minguada atormenta.

Fortes pensamentos
lúgubres paisagens
trespassadas por surdos ventos
e violentas imagens.

Chegou a hora de acordar...
despertamos agoniados
recordações a definhar
tensões e estímulos aliviados.

A fantasia torna-se real
o mundo exterior a meus olhos surge
as trevas, o padecimento e o mal
todo o bem purge.

Acaba um horror...
término do céu
nuvens de dor
ocultadas em débil véu.

A loucura insinua-se
os suores afloram
a mente desintegra-se
os olhos choram.

Haverá esperança que valha
se tudo se desmorona
e ainda vem a canalha
que nos humilha e explora.

Mais vale cerrar os olhos
desistir da cor da vida
existem dúvidas aos molhos
a viagem foi perdida!.

Orfeu Lusitano
Enviado por Orfeu Lusitano em 07/09/2007
Código do texto: T642292

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Sobre o autor
Orfeu Lusitano
Portugal, 51 anos
1 textos (22 leituras)
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