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SOLIDÃO

 

 

 

 

Quando estou só sento na areia da praia,

quero apenas entender que acontece no ar

pego grãos de areia nas mãos e olho....

e ali na minha frente percebo ter

respostas escritas nos grãos sobre a solidão

penso como faço para ler e entender

jogo areia de uma mão para outra mão

trinta centímetros de distâncias e a resposta...

aos poucos areia caem de uma para outra mão

faço isso durante uma hora até o ultimo grão

no final as mãos ficam totalmente vazias e só

penso na areia que cai, que volta ao chão

vejo a imagem da consolidação para separação

percebo haver divergência, não mais união

vejo a imagem do grão de uma a outra mão

em momentos um vento bate e tudo se vai

percebo não ser dono do momento, cadê meu ar?

meus olhos a metros observam e nada dizem

e assim o grão de areia e as mãos ficam vazias

a areia foi, assim como pessoas que gosto vão

ao terminar olho para o chão, vejo novos grãos

assim como olho para frente e vejo novos seres

volto a pegar os grãos assim como quero um novo ar

e assim a vida é de grãos de areias que caem e se vão

e assim a vida é feita de pessoas que vem e que vão

e é lendo esses grãos que tento entender toda solidão

Paulo de Tarso Itacarambi
Enviado por Paulo de Tarso Itacarambi em 08/09/2007
Reeditado em 08/09/2007
Código do texto: T643544

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Sobre o autor
Paulo de Tarso Itacarambi
Poá - São Paulo - Brasil, 57 anos
433 textos (25514 leituras)
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Paulo de Tarso Itacarambi