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Amor (Reverso)

Cantam o amor, por tudo e por nada
sem nada, amam, desumanizam a vontade
cruel de seguir a tradição do amor
porque é giro, de dizer, divertido de fazer
mas apenas são o reverso do amor e dor.
Queria sentir-te um pouco mais
perdido num sentido destemido de sensações
de nuvens macias sem fim de ternura
reversos ausentes de sementes inanimadas
apenas revejo o contexto, de pernas para o ar
o sentido embutido num feixe, canções de embalar
Jesus reencarnado em chagas esfuziantes de luz e cor.
Nunca o ser humano seguiu consciente
numa pista de amor descolorido
na paixão tudo é relativo menos o tesão
é dizer que te amo, mesmo a morrer afogado
e sorrir, sorrir sem medo de mais nada
no nada, no vazio de uma alma vazia
de sofismas e fantasias
aniquiladas porcarias.
É o reverso do amor e da dor
sem cor, odor, torpor.
Cantam o amor por tudo e por nada
cegam a razão apenas pela excitação
secreta confusão de atrozes incapazes
chorando, esperneando
apenas uns infelizes canibais
da sua falta de amor-próprio
e depois vale o perverso
o concreto motivo em ambíguo dialecto
numa dose de orgulho aniquilado
no sentido e no ensejo de vibrar
embalados em fugaz tentação
de orgasmos pela satisfação
de algum dinheiro e nenhum tesão!

Onde anda o amor?
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 08/09/2007
Código do texto: T643572

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
548 textos (58997 leituras)
50 áudios (13973 audições)
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Manuel Marques