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Noite de calor

Paredes quentes, preto é o telhado
Passa o dia pelo sol assado
Chega a noite e ele em tormento
Despeja o calor em meu apartamento

Bonito lugar, bonita paisagem
Sol do meio do dia criando miragem
Fazendo suar o homem da montanha
Abafando o ar, com vontade tamanha.

Guerra do sol que começa bem cedo
Vou a caminho e chego a ter medo
De tanto suar derreter, desidratar
Suar idéias, vontades, forças, pensar

Na noite quente que malvada chega
É difícil aturar, minha nega!
Calor quase igual do dia, não mereço
Ventilador, Ar, tudo tem seu preço.

El niño maldito, estufa é o efeito
Maldito o homem, que não cuida direito
Será? Sou eu que reclamo demais?
Ou hoje faz mais calor que uns anos atrás?

Não sei, e nem quero saber
Só quero meu ar para não derreter.
Só quero gelar, e colar com você.
Odemilson Louzada Junior
Enviado por Odemilson Louzada Junior em 28/10/2005
Código do texto: T64452
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Odemilson Louzada Junior
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 42 anos
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Odemilson Louzada Junior