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Mercadoria

Nestas eras de sonhos mortos,
só quimeras enlatadas
animam parcialmente
espíritos duvidosos e
vazios, produtos.
Todos são cada vez menos,
mas as marcas ainda são as mesmas...
O tempo inexiste em ócio,
a carne é sabor angústia,
o carrasco é o ponteiro do relógio
e há recreio de bílis,
que mais ácidas,
derretem até a lógica.
E quando, iluminado pela lâmpada de Mercúrio,
encontro o meu cansado reflexo
em espelho sujo,
espumando saliva fria,
reclamo o rótulo
que me falta,
consumindo-me grátis,
mercadoria.

 

 2ª Colocação (Categoria: Alto Tietê) no Concurso de Poesias: “aBrace as cores do arco-íris”, promovido pelo Movimento Cultural aBrace Para a Região do Alto Tietê-SP. Agosto, 2007.
Rafael Puertas
Enviado por Rafael Puertas em 09/09/2007
Código do texto: T645249
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Sobre o autor
Rafael Puertas
Mogi das Cruzes - São Paulo - Brasil, 37 anos
3 textos (44 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/10/17 09:24)
Rafael Puertas