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Proquê deixei o Sertão?

As veizi eu me pregunto:
Qualé a causa que é;
Eu gosta tanto di sitio
Ter deixado o Sabaté.

E recordo cum saudadi
Do tempo que lá passei,
Dos amigos de infância
E dos priminhos que brinquei.

Das alegres partidas
Do “futibor di meia”.
Do casamento no escuro
“ – não quero essa que é feia”.

Das partidas de bétis,
Bola-di-gudi e amarelinha.
Que faisi parte da história
E da curtura minha.

Das longas caminhadas
Nos dia de reza no povoado.
Das orações a Padroeira
E as Ladainhas ao Divino Consagrado.

O que mais me alegrava
- Não é difícil de intendê –
É quando a reza triminava
E a dona da casa: “ – Podi cume!”

Para a alegria da criançada
Tinha doce di montão.
E pos veio truquêro
Pinga di garrafão.

Todo ano mêisi di junho.
Mêisi di São João.
Ascendia uma fuguêra
Cum arraia e quentão.

Tinha alegria! Tinha di tudo!
- Ô tempinho bão!”
Agora eu me pregunto:
Proquê deixei o Sertão?
Pedro Henrique Sabater
Enviado por Pedro Henrique Sabater em 11/09/2007
Código do texto: T647187
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedro Henrique Sabater
Wenceslau Braz - Paraná - Brasil, 31 anos
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