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O vôo da bala

 Lá vai Bala! Lá vêm bala!Música de morte tocada no vôo da bala disparada pelo moleque com fuzil do tráfico ou pelo PM entalado  no carro do caveirão malfadado.

 Lá vai bala! Lá vêm bala! Gente que corre pra frente e gente que corre pra trás. Têm gente que nem corre mais. A bala voa sempre. É costume ela voar! Têm muita bala e de todo tipo! Para toda agente!

 Bala perdida?! Que nada! É achada mesmo. No peito do garoto da escola. Nas costas da dona de casa que foi as compras. No quengo do cara que era visto como um nada e leva a culpa de ter levado bala. Era trafica. Tava na cara. Diz o polícia para o cara da imprensa. E a música toca! O moleque do tráfico atira no PM que logo revida. E a bala voa!

Escola pra gente? Só pra eleger qualquer um que fala o que pretende e só fala pra gente dar voto! Saúde?! Nem para inglês ver! Emprego? Têm gente que diz no centro do país que a coisa só faz crescer e assim todo mundo fica feliz!Então relaxa e goza. Espera que a bala voa! Comumente atinge só aquela gente inocente que mora na área onde a  bala voa bem quente e o pó é servido para turma da zona boa! E no jornal ainda dizem...foi bala perdida que matou a menina que brincava contente. Que menina tola! Não sabia que naquela favela  o bicho de vermelho ou de cinza pega e a bala voa?!  
rogerio seixas
Enviado por rogerio seixas em 11/09/2007
Reeditado em 11/09/2007
Código do texto: T648530
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
rogerio seixas
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 52 anos
31 textos (317 leituras)
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