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C9-P1: Ai, pálida noite

Ai, pálida noite que esfria-se
Não parece presisar
De ajuda como eu
Que para me esquentar
Penso na boca tua
que dos lábios de mal
rodeiam meus ouvidos
acelera meu ritmo
condenando minha alma
ao murmúrio doce
da lembrança triste

Traga-me paz!
Não posso pedir!
Traga-me o escuro!
Nem ver presiso mais!
Trague-me, sim,
Como se fosse eu
A alma mais capaz
De poder pedir a paz
Que sei que queres ter
É a luz escura demais em seus sonhos?
Oh doce vida igual a minha
Não sei se vou poder
Condenar-te da mesma forma
Pois a forma de meus sonhos
Não esta aqui no mundo das formas
E se a forma que te fez
Der frutos outra vez
Serei eu o primeiro
na primeira volta do ponteiro
a ganhar o premio
da perdição
e não perder-te desta vez
e quando abrires seus olhos
olhai! Eu sou um filho do amor!
olhai! Olhai como cantam
as vozes que se perdem
e janela afora vão
indecifráveis murmúrios nossos
que apenas o passado conhece
em sua fúria inconsolavel
quando estava vc em minha prece
quando estava eu em minhas vestes do ultimo dia
antes de dizer adeus a duvida
e declarar-me assim
como vistes outra vez
no dia do dia ideal
que cantarei agora
aos filhos meus
que retomam suas vidas
da onde não começaram
pois no tumulo onde jazes
jaz também minha alegria
que so se retoma
quando fecho os olhos
e, oh, quando canto
para os filhos teus.

--
Cauê Bretschneider
Enviado por Cauê Bretschneider em 13/09/2007
Reeditado em 14/09/2007
Código do texto: T651563

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Sobre o autor
Cauê Bretschneider
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 29 anos
4 textos (54 leituras)
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Cauê Bretschneider