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Ruinas

É esse o caminho para o esquecido?
Para aquele no qual iremos culpar?
Tudo continua o mesmo, não há descanso
Minhas lembranças se apagam lentamente

Silencioso como uma lápide
Onde encontro minha voz interior
Prelúdio de descanso eterno

Velas iluminam a casa abandonada
Uma neblina mórbida seduz
Cantos de almas por ali perdidas
Coral de gerações em declínio

Sombras se espalham para me ouvir
Olhos me vigiam para não correr
Nessas ruinas do meu passado

Espelho relatam minha memória
Sem razão para ascender
Vagando pelos escombros do que fora um martírio
Sou aquele no qual continua o mesmo

Naquele lugar todos nós encontramos o descanso
A terra se apaga na mais pesada escuridão
O amor, teve sua época
Para mim, ainda encontrar
Marcos Ses
Enviado por Marcos Ses em 15/09/2007
Código do texto: T653828
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Sobre o autor
Marcos Ses
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 30 anos
50 textos (1520 leituras)
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Marcos Ses