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Pregresso




Achei-me no fim
Antes fosse astro - louco - feito cão
Vagando entre universos em mim,
Na tua manta este borrão.

Rolei o mundo a caminhar,
Caçando uma voz de esperança apenas.
Uma sátira regressa - pôs a me esperar
Entre mim e eu, várias badernas.

No intuito de se ver livre, achei morte.
Por quase, fui um progresso:
Arremessei tantas pedras sem um norte.
A sonhar, pregresso.

Danei a viver na encruzilhada,
Na displicência que me debandava.
De correr a vários dias, sorte abandonada;
-Enfim - surgia - uma dor a ela apontava.

Na força desse destino
Feri e chorei - amargamente - meus desatinos,
Lá está ela, entra antes de fechar o ferrolho,
Seca meu destino - olho.

Muita vida em meus alardes,
Antes de achar um caminho;
Depois dessas beldades
Quebraram as minhas asas, era passarinho.

Ainda cercado por minha fúria
Prestes a vê-la - na porta - ela ria.
-“Ao entrar abandone a esperança”.
Perdi-me, sem mais temperança.

Passei a girar em que instante estarei?








Marcelo Luna
Enviado por Marcelo Luna em 15/09/2007
Código do texto: T653882
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Sobre o autor
Marcelo Luna
Juazeiro do Norte - Ceará - Brasil, 29 anos
23 textos (941 leituras)
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Marcelo Luna