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novíssimo "conto escatológico"

Devo ter pensado "Vou aprender a falar palavras que quero saber escrever, para ser escritor quando for grande! 'É que é já a seguir'!"... Estava no penico e tinha começado a fazer força, depois sou eu a imaginar: pensei escrever "contos de merda"... Daqueles que "não interessam nem ao Menino Jesus" mas são os que nos dizem mais, aqueles que só a nós nos tocam e saem assim, em primeira mão, para o papel... higiénico!
O que é que uma criança, que ainda não sabe falar, pensa? "Nada do que tenho para dizer tem interesse! Esperem e verão, vão ver como vai ser!"... Sai um concerto de choro com chi-chi à mistura que dá um prazer redobrado, um brado dobrado!!
Nasci e candidatei-me logo a bravo "Grande Chefe, mim querer!"..., devia querer dizer "ir à caça"... Minha mãe percebia "caca" e lá me plantava no bacio, vazio durante muito tempo. Depois cansava-se de me ver empoleirado e lá me tirava, ficava com o rabo todo marcado por um círculo feito pelo desenho circular do rebordo, um circo!
Pelo que conto, antes de ser actor, acho que fui palhaço. Depois, hoje, agora, quando cheguei a escritor..., cansei de ser o que queria ser. Quando ainda não sabia escrever, está bom de ver!? Eu vou acabar porque já não sei o que hei-de escrever, ou, por outra, razão..., claro está, eu vou parar de escrever porque... Já fiz!
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 31/10/2005
Reeditado em 31/10/2005
Código do texto: T65656
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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