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de resto, é só assoviar

quando me olho no espelho
me inauguro para um novo dia
e percebo a poesia me matando
mais um pouco... todo dia dói-me o dorso...
como um sentimento de nostalgia
que à riveria, de certa forma me maltrata

essa ânisa e essa sede que rebenta
é conseqüência dessa mesma causa
que me cansa, me formiga e me senta
ainda não absorvi da vida
por isso parece que me nego

ceifei meu bom-dia a todos os seres humanos
já não espero nenhuma melhora que não seja derradeira
meu bom humor feneceu entre lástimas que cegaram meu ego
não aguardo mais nada além do que eu mesmo possa conseguir

nos percebem os olhos desatentos
diagnosticando-nos apenas por defeitos
somos todos médicos incompetentes nesta merda de vida

a relva da relva da grama está aí
é só pisar, suavemente para não machucar os pés

de resto, é só assoviar...
Celso Godoi Neto
Enviado por Celso Godoi Neto em 18/09/2007
Código do texto: T657520

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Sobre o autor
Celso Godoi Neto
Porto União - Santa Catarina - Brasil
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Celso Godoi Neto