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Ilusões coletivas (o homem que sonhou que tudo era um sonho)


MINHAS MÃOS NÃO ALCANÇAM,
O QUE MEUS OLHOS INSISTEM EM PERCEBER.
MINHA MENTE É SOMENTE VERTIGEM.
MEUS SENTIDOS ME TRANSFORMAM
EM UM NOVO SER,
A CADA SEGUNDO.
SOU METAMORFOSE DECADENTE.
PRISIONEIRO E VIAJANTE.
QUE PRECISA APRENDER A MORRER,
PARA PODER APRENDER A VIVER.
EXALANDO DA PELE,
O FLUIDO DA VIDA.
QUE PARTE,  INCONTINENTE.
EVAPORA,  PRA NÃO MAIS VOLTAR.
QUE O CÉU E O INFERNO,
TALVEZ ESTEJAM NAS PONTAS DOS MEUS DEDOS.
AS LEMBRANÇAS...
OS MEDOS...
MAS NÃO POSSO TOCÁ-LOS
ESSE COMEÇO DO FIM,
QUE CHAMAM DE AMANHECER.
O QUE DEIXAMOS PARA TRAS,
SÃO MUITO MAIS QUE LEMBRANÇAS.
MÁGOAS E PERDÕES.
NÓS MAL DESATADOS.
PESOS QUE NOS EMPURRAM PARA BAIXO.
QUE NÃO NOS DEIXAM VOAR.
DECEPAM NOSSAS ASAS.
ESCURECEM NOSSAS VISTAS.
ARRANCAM NOSSAS ALMAS.

E SE TUDO ISSO NÃO FOR REAL...
SE FORMOS SOMENTE UM SONHO.
UM SONHO DIVINO.
E QUANDO ESSE SONHADOR ACORDAR,
NOSSAS CONCIÊNCIAS SE TORNARÃO
INCONCIÊNCIAS.
UM SUSPIRO DE REALIDADE.
POIS ÉRAMOS TODOS,
E SEREMOS SOMENTE UM.
PENSÁVAMOS QUE ÉRAMOS TUDO,
E SOMOS EXATAMENTE NADA.
EU, QUE SEDENTO POR REALIDADE,
SONHAVA DESESPERADAMENTE,
ME LAMENTAREI PELOS SONHOS
QUE SIMPLESMENTE,
NÃO ERAM MEUS.
Márcio José
Enviado por Márcio José em 31/10/2005
Código do texto: T65804
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Sobre o autor
Márcio José
Curitiba - Paraná - Brasil, 48 anos
61 textos (26998 leituras)
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Márcio José