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TRANSIÇÃO


A luta começa com o dia,
Dos deveres escalamos a encosta
Pense: o porvir é uma aposta...
Encaremos o viver com sabedoria.

Hoje o mundo tem nova geografia,
Não se pode fazer a sesta
O futuro não será só de festa,
E o amor terá nova grafia.

Veremos cair por terra o forte
Mesmo que o fraco ceda,
Vestir-se o mendigo de seda
Não pensemos em obra da sorte.

Em evolução não existe sorte.
Sobe-se cada degrau da escada
E antes que venha a derrocada
Ergamos a adaga para fazer o corte

Do inútil, do todo material
Que a séculos contamina
O homem, criação divina,
Anulando sua força espiritual.

Olhemos para a terra e para o céu,
Tudo está em transição
Neste milênio de reparação
E do levantar o véu

Expondo os homens sem brio,
Gordos de leviandade e injustiça,
Na arena para uma justa liça
E assim restaurar o equilíbrio

Do planeta torturado, porém bravo,
Reclamando com grito lancinante
Girando ferido e arquejante
Vilipendiado como um escravo.

31/10/05
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 31/10/2005
Código do texto: T65828

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão