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SER (não ser) POETA

Poeta nunca serei
Pois poeta ama falso.

Eu vivo e amarei
À maneira do homem descalço
Que em linhas de maré
Procura todas as vagas
Que trazem a seu pé
Memórias de lágrimas amargas.

Viverei de mente sóbria
E alegre de vida.

Pensarei de maneira própria
A uma pessoa esquecida
De si, do mundo, do outro
Para quem nada fica
De um amor ignoto
Senão um brilho de mica.

Poeta serei para falar
Mas não quero nunca ser
Poeta para pensar
Pois nada vale crer
Em paixões reprimidas
Que continuam a existir,
Não sendo então preciso
Procurá-las em pensamentos
De uma vida tão indecisa.
Gilberto Cardoso
Enviado por Gilberto Cardoso em 19/09/2007
Código do texto: T659556

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Sobre o autor
Gilberto Cardoso
Portugal, 48 anos
91 textos (2874 leituras)
1 e-livros (54 leituras)
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Gilberto Cardoso