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Soneto de alguma coisa amorosa

o sonho de todo poeta platônico
é ter sua musa em barro esculpida
no lápis tecida, com um sopro de vida
que surge um dia e o deixa atônito

já o pesadelo, terror do artista
é ter a musa real, viva, pulsante
que do nada vira fumaça, esvoaçante
some na vida, some da vista

portanto, caros confrades do ofício
saibam que não é fácil nem difícil
é simplesmente mágico ou trágico

a sina cardíaca do amor ilógico
de rezar para a musa esse sufrágio
enquanto se ri o cupido sádico
Lúcio de Moura
Enviado por Lúcio de Moura em 20/09/2007
Código do texto: T660473
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Sobre o autor
Lúcio de Moura
Sobradinho - Distrito Federal - Brasil, 30 anos
8 textos (407 leituras)
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Lúcio de Moura