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Desabafo

A falta de perspectiva de estar ao seu lado tem me feito muito mal,
a saudade já não é mais doce, pois não há o acalentar da esperança em te ver.
E o amor que sinto por ti não cessa,
cresce a cada dia.

Queria desamar,
queria não te querer.
A dor lancinante de estar longe de ti vem corroendo meu coração,
entra pelas minhas artérias e toma todo o meu ser.

É um tormento não ouvir a tua voz,
não ter seus braços para me aconchegar na siesta de sábado,
não caminhar contigo de mãos dadas,
não dividir a primavera contigo,
não ver o seu sorriso.

Me sinto uma idiota,
imagino que você não deva mais sequer pensar em mim.
Já não alimento mais a ilusão de que do outro lado do país você possa me amar.
E todas essas elucubrações me fazem muito mal,
estão me deixando pesada.

Este amor já não é mais amor,
é posse,
e ninguém pode possuir os sentimentos de outra pessoa.

Já não sou mais eu mesma
e não gosto do meu reflexo no espelho,
quero a minha leveza e graça de volta,
não quero um sentimento que prende,
o amor deve libertar sob pena de não ser amor.

Por isso me liberto da posse,
me abro para o amor.
E se esse amor que sinto por ti for me fazer sofrer,
me liberto do sofrimento,
abro mão desse amor, porque ele já não mais me servirá.
Flavia Garcia
Enviado por Flavia Garcia em 20/09/2007
Código do texto: T660932

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Sobre a autora
Flavia Garcia
São Paulo - São Paulo - Brasil
33 textos (1276 leituras)
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Flavia Garcia