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DEPOIS DO FIM

A passagem/ a viagem/
A paisagem/
Despercebida no olhar do moço,
Uma mão no bolso,
A outra no osso,
Da vida;
Que vida?
Já que a dor é fosso,
E o fosso, sem esforço,
Recebe uma alma entregue,
Corda da solidão,
Sem dó, nem perdão,
Apertando o pescoço,
Já que o amor/ é apenas esboço,
De danos e planos,
Insanos, (ou não),
E o fundo do poço,
Aguarda sem nenhum,
Alvoroço,
O mergulho,
Do osso da vida.
Quem sabe na subida,
O orgulho,
Se refaça,
A agonia não passa,
E a vida,
(Agora carne),
Se renasça,
E se faça,
De toda essa cena,
A expressão mais serena,
A exultação de um poema?
DELEY
Enviado por DELEY em 21/09/2007
Código do texto: T662795

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Sobre o autor
DELEY
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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