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Eternamente cegos?

Um dia tentando entender
A razão desse mundo
Mais um dia tentando entender
A razão desse mundo
Sem alma ou coração
Mais um dia tentando entender por que eu não tenho você
Não posso compreender
Esse mundo violento, um amor sem tento
Pessoas sem teto ou crianças sem afeto
A razão de um mundo perdido
Meu amor sei onde está
Afinal não está aqui
Ele está aberto em gotas
Em invisíveis inocentes garotas
Que se pintam ao anoitecer
E já morreram ao amanhecer
Quando a primeira se torna a última
A paz é repartida
E a criança já não mora aqui
Meu amor nunca mais existirá
Agora consigo entender essa louca razão
Pra viver nesse mundo cegos precisamos ser
Pois se não formos eles nos tornaram
Cabe a nós querer enxergar
É intolerável e insustentável essa situação
A hecatombe social
Onde em cada criança morre toda uma sociedade
Não podemos ser cegos
Imploro-lhes abram bem os olhos
E acima de tudo não desviem o olhar!
Carolina Augusta Costa Justino
Enviado por Carolina Augusta Costa Justino em 24/09/2007
Reeditado em 21/06/2008
Código do texto: T666757

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Sobre a autora
Carolina Augusta Costa Justino
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
74 textos (5543 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 03:18)
Carolina Augusta Costa Justino