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BEM-TE-VI

           
Bem-te-vi, bem-te-vi, bem-te-vi.
Acordo, corro e abro a janela.
Às vezes a manhã está tão bela,
como nunca na minha vida vi.

Bem-te-vi, bem-te-vi, bem-te-vi.
E um beija-flor suspenso no ar,
resolveu no meu no quarto entrar.
Não me contive e finalmente ri.

Bem-te-vi, bem-te-vi, bem-te-vi.
Como se descobrisse algum segredo,
que lhe assustasse e desse medo,
o beija-flor voou pra longe daqui.

Bem-te-vi, bem-te-vi, bem-te-vi.
Preparo e tomo o café sozinho.
Como faz tanta falta o teu carinho.
Desde quando tu partiu eu só sofri.

Bem-te-vi, bem-te-vi, bem-te-vi.
Assim ele cantou naquele dia,
em que partiu, dizendo que voltaria
e, apaixonado, eu acreditei em ti.

Hoje o tal bem-te-vi não cantou.
Mas isso não me importa agora,
pois o que de bom senso me restou
foi preparar as malas e ir embora.

Mas aquele pássaro só assim agiu
por ter escutado alguns passos.
Logo depois aquela porta se abriu
e te vi tão linda cair em meus braços !
    24/09/07
                              Fernando Alberto Salinas Couto
Fernando Alberto Couto
Enviado por Fernando Alberto Couto em 24/09/2007
Código do texto: T666833
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Fernando Alberto Couto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 66 anos
1203 textos (54954 leituras)
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Fernando Alberto Couto