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Ópera-fado

Foi Deus que me fez assim:
Sensível, sentimental,
Complicado?
Meus olhos castanhos,
Profundos, questionadores,
Cansados?
Contemplam a lindeza tamanha
Que há na Lisboa Antiga
E em Coimbra,
Cidades que um fado português
Como numa Canoa do Tejo
Traz aos nossos corações.

Na Mouraria,
Um vinho e um fado
Remetem a uma casa portuguesa,
Onde um cacho de uvas,
Uma cortina e um São José de azulejo
Dão saudades de um tempo não vivido.

Um pastor canta,
Um marinheiro contempla
O céu da Mouraria,
Enquanto uma cachopa dança
O vira do tiroliroliro.

Mas fado é ciúme,
Cinzas, queixume...
Confesso que se pudesse
Faria uma ópera.
Não uma ópera bufa, ou ópera lírica,
Nem tampouco uma ópera- rock,
Mas uma ópera-fado,
Pois:
Tudo isso existe, tudo isso é triste,
Tudo isso é fado.




HERMES
Enviado por HERMES em 25/09/2007
Reeditado em 07/06/2013
Código do texto: T667285
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
HERMES
Franca - São Paulo - Brasil
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