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Mas quem sou eu?


Mas quem sou eu? Que rumo lhe estou a dar?


Tenho uma alma a crepitar,
numa fogueira acesa,
que não consigo apagar.
Navego no mar da vida, e tento não naufragar.
Tenho por vela as ilusões, e por norte o meu olhar.
E o mapa que me guia, não o quero rasgar.
No meu andar, sei amar,
meu coração é amante, não o posso alterar.
Não perco as ilusões, jamais as deixo morrer.
Carrego grande solidão, mas sei com ela lidar.
Tenho um sertão de amarguras,
mazela de esconjuras, mas que sei perdoar.
E um coração de ternura, prontinho para se entregar.
A mulher que hoje sou, não a mudo de lugar.
Sei dar sem esperar, que me venham reconhecer.
AH! E as minhas inseguranças?
São muitas, porque as lembranças,
as fazem acentuar.
Sou adulta e criança
Sólida e combativa, não me deixo abalar.
Desta vontade férrea, que se não deixa minar.
Sou mulher de grandes esperanças.
Respeito as minhas lembranças.
No coração estão guardadas.
E nas horas de desespero,
com elas me agasalho.
E me deixo embalar.
Sou de amigos a preferida.
Porque sei manter viva.
A chama sagrada da amizade.
E sei que quando preciso, daquele ombro amigo,
ele me vem acarinhar.
Sei que o destino é a trilha, por onde vou caminhando.
Mas observo bem o caminho, não me deixo enganar.
Sei enfrentar desafios,
e com eles sei lidar.
Sou uma alma vagabunda,
num corpo de sensatez.
Mudo muito de lugar,
porque gosto de alterar,
as esteiras por onde caminho.
Minha alma, encher de espanto,
e meu corpo de quebranto.
Por maravilhas achar.
Tenho sede de saberes.
Não paro de pesquisar.
Sou alegre brincalhona.
A tristeza sei dobrar.
E quando a tempestade assola,
e meu corpo e alma oscilam,
no meu barco que é a vida?
 Faço o lastro com o meu corpo.
Para nunca naufragar.
Gosto de conviver.
Ter a Távola redonda
Olharmos todos de frente, e á volta dessa mesa,
fazermos os juramentos,
de eternizar a amizade, enquanto vida tivermos,
E dali partirmos certos,
 que um dia vamos voltar.
Ma o descanso do guerreiro, não é de desprezar,
por isso gosto tanto, de no meu recanto preferido,
onde me vou recolher, e me ponho a meditar.
E que mais eu vou dizer, neste longo dissertar?
Para saber quem sou eu?
Qual o lugar que me talharam?
O que ando a fazer?
Apenas sei o que sou,
um ser humano,igual a tantos outros.
 Estou viva …gosto da vida.
Para mim é o paraíso.
Onde só colho as flores, que me são permitidas.
E os frutos que saboreio, eles me são ofertados.
Não exijo muito da vida.
Resta-me agradecer,
ao nosso divino criador.
Com amor nos projectou.
e com amor quero corresponder.
E que Ele me deixe viver.


De t,ta
27-09-07
 



.


Tetita
Enviado por Tetita em 27/09/2007
Reeditado em 28/09/2007
Código do texto: T670375

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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