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Desejo


Se fosse o desejo um abrigo em meu peito
Compasso em pausa, um vazio, um receio
A alma seria seu próprio alimento
Fartando-se insana, rasgando-se ao meio

Mas como não passo de simples poeta
De alma amarga e imerso em desejos
Desejo não faça dos versos anseios
Furtados à calma que, enfim, é o que resta

E o mundo é tão simples porém tão ardente
Que bebe a calma qual copo de leite
No fogo que acalma insuflando-se a fome
No oco da alma que chama meu nome

Que o sono me venha levando a noite
E os versos se acalmem na alma insone
Que, enfim, o desejo sem fim que consome
Contenha-se à vida e que, assim, a aceite

D.S.

Djalma Silveira
Enviado por Djalma Silveira em 30/09/2007
Reeditado em 10/09/2008
Código do texto: T674818

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Sobre o autor
Djalma Silveira
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
267 textos (10562 leituras)
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