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Delírios

.:.
Por entre as obscuras trevas do viver
Busco a luz premente de ti, amor incauto.
Para que luxo derramado,
se em mim a poeira – lixo que persiste –
[é um holocausto?

Odeio a latência do amor distante
Numa fé mística de ceticismo
A invadir meu sólido e mole coração.

Quero tratar, mas não posso,
Desigualmente os iguais.
Deus, por clemência,
Ouça meus ais!

Não permita que o frio calor desse instante
Leve-me como a um navegante
Para mares nunca dantes povoados.

Que meu coração aguado morra,
Mas pelo calor;
Não embebido em mares ardentes, revoltos,
[longe do que sinto.

Sei que a vida é um labirinto,
um emaranhado de conflitos
Que nos apavora, deixa-nos aflitos.

Lembrou-me uma estória...
Parece-me que da Mitologia;
Novelos, lã – que pele macia...
Sinto que deliro, tenho refugos da memória.

Fortaleza-Ce, 12 de setembro de 1999.
14h28min

Do meu livro 'Anversos de um versador.'
Nijair Araújo Pinto
Enviado por Nijair Araújo Pinto em 30/09/2007
Reeditado em 29/07/2014
Código do texto: T674961
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nijair Araújo Pinto
Crato - Ceará - Brasil, 46 anos
2163 textos (63365 leituras)
81 áudios (1620 audições)
3 e-livros (537 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/09/17 22:50)
Nijair Araújo Pinto