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UM POETA BEM COMPORTADO

Vale ser bem comportado, um poeta
Que tem, também, função de perturbar
Alem de fomentar sentimentos bons?
Está com ele outra incumbência
De trazer à baila, da gente, tristes sentimentos
A respeito de situações embaraçosas
Sufocando a muitos, como uma enchente!

De passado não distante, Poetas da Abolição
Contra o mal da Escravidão, se bateram
De forma tal, que banidos, foram, deste território
Foram valentes nesta causa, foram conseqüentes
Nas ações, trancafiados, foram deportados para além
Poetas contidos, pouco falaram, ditado, tem:
-Cabrito, bom, não berra-
Muitos entraram pra história desta guerra
Muitos, só mandavam flores, ou, às vezes, as recebiam
Dos senhores, que só deles, eram!

Pra não dizer que delas, não falei...
Rosa, notícias do teu filho?
Margarida, ainda te encontras vendida neste mundo?...
Violeta, por que não te vendestes? Livre, continuas?
Em outras terras, alguns pagaram, da liberdade, o preço, o brilho
Tu nem precisas falar tanto, já estás marcado...
Sabem que poeta nasceu para mandar, sutis, recados...
E alguns velhos, velhacos do nosso Congresso?
De lá, urgentemente, os tiremos, peço!
Poeta, deste mundo, bicho, qual é a tua?



 
Sobradinho-DF,                                    20/9/07   -    abello
abello
Enviado por abello em 30/09/2007
Reeditado em 12/10/2007
Código do texto: T675182
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
abello
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 75 anos
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