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Vazio

Observando as coisas que passam...
Percebo o mundo tão acelerado...
A procura de algo que nunca está próximo...
Sempre distante...
Sempre vazio...

E as pessoas continuam a buscar...
O vazio da mente...
O vazio das histórias...
O vazio da própria vida...

As coisas deveriam ser diferentes...
Mas o vazio envolve a todos...
E tudo perde o significado...
Tudo perde o sentindo...

Envolvido num movimento...
Lento e repetitivo...
Quero me aproximar de tudo...
Mas sinto que o vazio envolve...
Minha a alma...
Meu ser...
Minha vida...

A neblina branca...
Traga minha alma...
E suspiro baixo...
Meus desejos...
Meus planos...
Para que ninguém ouça...
Por medo de rirem...
De me excluirem...
De me expulsarem...
De suas vidas...

E continuo, pressa...
A esse vazio que dança...
Dança lenta e sensual...
Que deseja que os olhos fechem...

Dança lenta e ritmada...
Que faz com que nos movimentemos em busca...
Busca dessa música ...
Que apenas nossa mente...
Insana, perdida...
É capaz de enteder...

Uma música que pode ser duas...
Ou três...
Toca em seu ritmo...
Apoiando e aumentando...

Mais o vazio que consome meu ser...
Vazio que consome até mesmo o som...
Som que vem de fora...
Som que vem da vida...
Som que não ouço mais...

O vazio consome o sorisso...
Do meu rosto...
Dos meus olhos...
Da minha boca...
Do meu coração...
Da minha essência...

Com esse vazio...
A dança perdeu a vida...
Pois já não sou capaz de ouvir o som...
Não sou capaz de diferenciar...
Vida e Morte...
Silêncio e Barulho...
Amor e Ódio...
Perseverança e desanimo...

Vazio que me torna parte...
Do nada e do tudo...
Da essência do mundo...
Parte daquilo que sonhei...
Parte daquilo que não criei..

E nesse movimento...
Poderia ficar até o fim de tudo...
Pois quando há vazio...
O tudo também deixa de ser...
E passa a ser o Nada...

Mas seguindo essa dança...
Me movimento...
Lentamente...
Desordenadamente...
Instintivamente...
Capaz de chegar...
Onde ninguém poderar ir...

Dentro de minha mente...
Fora do meu corpo...
Dentro do meu ser...
Fora da sociedade...
Pois no vazio sou eu e eu...
Não há interferências...
Não há movimentos...
Não há...

E nesse vazio constante...
Sinto que as palavras ...
Perdem a coerencia...
E envolvida nessa dança...
Repito as palavras ditas...
Repito o veridito declarado...
Mas não movimento o céu...
Nem o mar...
Nem o ar...
Mas reecrio minha vida...
Reecrio os momentos que não voltam...
E que já passaram...

E no vazio...
Posso deixar de ser...
Deixar de existir...
Apenas no vazio...
Posso deixar...
Tudo para depois...
Pois nele nada existe...
Nem o Bem...
Nem o mal...
Bruxa do Silêncio
Enviado por Bruxa do Silêncio em 02/10/2007
Reeditado em 24/10/2007
Código do texto: T678050

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Sobre a autora
Bruxa do Silêncio
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 34 anos
111 textos (4536 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/10/17 16:05)
Bruxa do Silêncio