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REFLEXÕES A PARTIR DE UM SUICIDADO...

No mar existe um molusco cefalópode,
não sei se posso chamá-lo de bicho,
mas é certamente um animal,
cheio de tentáculos gosmentos que podem se agarrar a tudo.
Seu sifão propulsor lhe confere grande manobrabilidade.
Na boca a rádula quitinosa faculta sua exclusividade carnivoraz.
Quando perseguido lança uma nuvem pictórica preta
para despistar seus inimigos
e assim, como ele, ninguém vê nada...

Na terra,
não sei se posso chamá-lo de Mastigoteuthis flammea,
de Architeuthis dux ou, simplesmente, de Lula,
comum, gigante ou colossal,
é certamente um parente,
e com certeza tem vasto mando
em especial, sobre quem pouco leu
-“E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada”-,
o que lhe sucedeu
e a muitos que lhe sucederam.

Você que é chegado ao homem,
diga-me se há um porquê da alcunha
ou, inepto, o vitimo de falso correligionarismo?

Amanhã irei ao oculista,
ao banco e ao cardiologista,
pois também quero ter dois corações subsidiários,
subsídios vários
e não enxergar mais
do que o estritamente necessário...

-O ponto da mira e, dele, o norte do calvário...
jocase
Enviado por jocase em 04/10/2007
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T680954
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Sobre o autor
jocase
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 59 anos
23 textos (2420 leituras)
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