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Foi assim...

De repente seus sonhos foram ignorados, a menina sufocada dentro de si expulsou a mulher que teve que vir antes da hora, antes do dia surgir
Chegou a mulher e a menina se foi, nem disse adeus, se foi e se escondeu. Ficou soterrada entre as ruínas de seus castelos, e os restos mortais de seus príncipes, nos destroços de seus aviões, navios de sonhos naufragados.
A mulher esqueceu que um dia fora menina e gostava de ler de escrever de viver. Deu lugar a tristeza, esqueceu de correr, de cantar de sonhar. A mulher cresceu, dentro de um corpo de menina, que a todos encantava, que desejo estranho despertava! Que linda mulher ele se transformara. Que Pessoa sensata, calma correta, quanta responsabilidade em seus ombros projetadas! Era a esperança de todos, não podia fracassar, pessoa perfeita, sem direito de errar.
A vida passava , e seu limite estava no fim. Aí veio o amor, não sei ainda como, mas ,dela tirou todas as forças. Talvez por fuga ela se entregou e desse dia em diante, tudo mudou. Veio um filho, morreu, não nasceu, depois mais um, que lindo! Cresceu .A mulher deu lugar a mãe.. .e a menina mais enterrada estava então.
Que vida vazia, chorava sofria, vivia a dos outros a sua ... Tardia.. Ficava no canto jogada como uma velharia.
As noites absurdas , matavam seu dia. A mulher vivia enquanto podia mas seus limites, estavam no fim. E numa bela noite , parou olhou, e de seu rosto lindo e jovem uma lágrima enxugou. Voltou a pensar e viu que tudo podia mudar. Levantou decidida pegou o que era seu, seus livros, seus filhos e disse adeus!
Podia mudar, podia sonhar, queria correr, sorrir ,pular, correr pelo Sol, voar pelo mar, estava disposta ao tempo recuperar.
A menina surgia com todas as forças e a mulher morria , enquanto sorria.
Ela se foi partiu a menina ficou inquieta, meio louca, feliz bagunceira, parceira, e ao mesmo tempo querendo mudar tudo que o tempo queria acabar.
Mas, como sempre sonhara , demais e se apaixonou por um belo rapaz. Muito novo talvez pra tanta vivência pois apesar de menina , era mulher e tinha vivência... não deu certo o amor e veio assim nova decadência! Então se fechou. Coração travou e ao trabalho a mulher se entregou, mas a danada da menina audaz talvez nunca mais se permitiu ser refém de ningúem e de vez em quando aparece ardente e uma vida feliz, se faz presente, Ela ama corre sobe desce provoca e faz feliz a todos que nunca  a esquecem.
Mas o danado do amor parece que não quer ver ninguém feliz e a vida dessa menina de novo ele veio participar e várias lágrimas de seus rosto, sorrindo vê-se rolar.
A menina ressurge e se entrega então com todas as suas forças aos braços de alguem que na vida não acredita, ou talvez tenha passado tudo que ela passou. Daqui a pouco a menina se vai e talvez o tempo não deixe ela voltar mais! Que pena!

Leandra Telles
Enviado por Leandra Telles em 05/10/2007
Reeditado em 07/10/2007
Código do texto: T682521

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Sobre a autora
Leandra Telles
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Leandra Telles