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Extremamente ausente

(Alguém): _Ausente mesmo?
(Outro alguém):_Sim
...Mas, sabe, há coisas que nos faz ter vontade de por o rosto para fora da janela e ver a paisagem, algum ser humano de extrema sensibilidade pode está passando por ali, e sabe outra coisa, não importa o quão forte seja a clausura, como humanos, nós, estranhos seres, nós sentimos a aproximação e a presença do outro, e é por isso, minha caríssima, que hoje, e agora, abri a minha janela simplesmente para te ver passar...
Todavia passara, mas o melhor disso, é que, ao ver a minha possível morada... Sim, pois as pessoas se mudam, de repente mudam, podem ir-se para outro lugar... Mas você bateu na porta, não se sabe, nem se pode saber o motivo desse ato simples, e eu, eu que vivo sempre no profundo, das profundezas de meu silêncio acumulado no meu ser hiper-idiossincrático, como que um ser noturno, que faz vigília de si mesmo deitado numa espécie de archote, se diria um vampiro, mas isso não... Por que os vampiros são seres parasitas, necessitam de outrem, e eu não, eu não... No entanto, quando algo assim acontece, algo como uma batida na porta desértica deste ser, eu saio para ver o que sol tem a me, e sentir o cheiro humano do ser que talvez, antes que eu possa abrir a porta, pois isso leva algum tempo, já possa ter-se ido... Porém, o aroma humanizado  desse ser especial alimenta em mim a esperança de um dia ter vontade de realmente caminhar para bem longe, de ir ao a procura, entre os bilhões que existem, daqueles falam a língua através da qual se comunica meu coração...,
Por enquanto, sim, Extremamente ausente...
Sebastião Alves da Silva
Enviado por Sebastião Alves da Silva em 06/10/2007
Código do texto: T683024
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Sebastião Alves da Silva
Imperatriz - Maranhão - Brasil
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Sebastião Alves da Silva