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Meu nome?
Que nome?
Uso apenas codinome,
A identidade não importa,
Quem se importa?
Se estou viva ou morta,
Se viva; a vida é torta,
E na porta da noite calada,
Calada na esquina,
Meu corpo de menina,
Fala por mim;
E implora por horas,
A presença intensa,
Da bondade masculina,
Que quando vem se consola,
Me oferece esmola,
Me chama de prostituta,
-Minha doce puta,
E determina o que devo fazer;
Eu me desfaço; mas, faço,
Afinal, nesse mundo desigual,
Não tenho o direito de ter,
Simplesmente, vendo o prazer.
DELEY
Enviado por DELEY em 07/10/2007
Reeditado em 07/10/2007
Código do texto: T684902

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Sobre o autor
DELEY
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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