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A morte de uma amada.

Quando a vi, ainda que em seu leito coberto de flores mortas,
cujo a fragrância da vida não mais podia sentir.
Ajoelhei-me então.
Ó princesa da noite, eis que então deixai-me aos seus pés novamente.
O que serás de um homem que pelo amor a muito lutou,
e que na fragilidade da vida agoniza os olhares distantes daqueles que a cercam amortalhada em seda, cujo véu lhe cai o corpo.
Confortai-me agora em seu negro manto, desprovido de sentimentos e desejos honrando-me com pálidas lembranças e uma eterna solidão.
Jesus perdoe-me a descrença.
Não deveria vós, com a vida fazer-te o mesmo?
Seu destino será o meu, incompleto.
Serei apenas observado pêlos anjos.
Não poderei mais enxergar tua luz, pois levastes a minha.
Serei agora um cavaleiro errante e sem rumo, onde os caminhos que me cercam,
não mais induzirão meus passos.
Serei tragado pelo desconforto da vida ao estar só.
Que a mim venha a essência velha da morte.
Levai-me aos braços da minha amada para que assim
eu possa beijar-te o rosto e sentir-te o corpo.
Levai-me ao desconhecido e deixai-me vagar,
entregue aos ventos do esquecimento ao eterno...

Coto
Enviado por Coto em 09/10/2007
Reeditado em 07/12/2011
Código do texto: T687884
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Coto
Santos - São Paulo - Brasil
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