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O rebelde filho do meio

Quando eu nasci
sei que não fui desejado
era apena um acidente
não devia ter chegado
Percebi desde menino
pelos presentes que recebia
eles eram quase sempre
os que meu irmão não queria
Eu tão sensível
não me compreenderam
ser tão diferente
dos anseios dos meus pais
Porque gosto de olhar a paisagem
fazer música no improviso
em instrumentos não tão musicais
É só detalhe de mim mesmo
Penso tanto correr o mundo
mas as expressões que mais ouço
são: Delirante! Vagabundo!
Como fazer com que 
prestem atenção em mim
se estou espremido
entre irmãos tão queridos
O mais velho é o primeiro
em tudo, o desejado
o caçula o denguinho
todos tão amados
E eu? Bem no meio
não como recheio
Triste fico imaginando
como agradar as pessoas
se elas me ignoram
e só elas são as boas
Estou gritando sem som
quem sabe eu me imponha
nessa atitude idiota
de fumar até maconha
pra vocês me observarem
buscar um contato comigo
estou precisando de vocês
família, entes, amigos
Sou normal e cheio de receio
Ouçam o meu desabafo
de mais um filho do meio.
Heloisa Prado
Enviado por Heloisa Prado em 11/10/2007
Código do texto: T690349
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Heloisa Prado
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 64 anos
270 textos (33273 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/08/17 14:07)
Heloisa Prado