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Divagação

Oh, esplendor da alva aurora!
Cansada e sem júbilo, eis-me aqui
Na fria madrugada que namora
A esperança do tocar e do senti.

Oh, esplendor da alva aurora!
A noite traz as pétalas de incenso
Em minh’alma cativa, espalmada
Afaga a minha face como um lenço
Sem sono a divagar na madrugada.

Oh, esplendor da alva aurora!
Vigia-me o silencio a alvorada
Que a solidão abraça esta hora
Somente em ti pensando, mais nada.

Oh, esplendor da alva aurora!
Ao longe, reclinando-se no leito
As brumas vão deitando dissipadas
Sem barulho, sem alarde ou trejeito
Descem lentas pela noite adornadas.

Oh, esplendor da alva aurora!
Conserva-me nos teus braços abraçada
E tira a solidão do meu semblante
Nos últimos raios que traz a madrugada
Converte esta insônia angustiante.
Edith Lobato
Enviado por Edith Lobato em 12/10/2007
Reeditado em 22/06/2015
Código do texto: T691092
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Edith Lobato
Itaituba - Pará - Brasil
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Edith Lobato