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Extremos de mim.

EXTREMOS DE MIM.


Eu sou o que fui entre extremos,
Do início que não lembramos
E o fim que sempre tememos.
Por tudo o que nós passamos,
As lutas que então vencemos,
São marcas que carregamos.

Mas também, quando perdemos,
Se muito triste ficamos,
Enaltecemos, a alma,
Pelo tanto que aprendemos,
Tornando a trilha mais calma
E o peito aberto e gentil.

Por isso balança a palma,
Com movimento viril,
No majestoso coqueiro,
Morada sempre escolhida,
Pelo sanhaço matreiro.

Pois jamais será perdida
A esperança do amanhã,
Se a paz que paira é contida,
No brando sol da manhã.

Se, a ampulheta nos conta,
As ações do caminhar,
Não conta, a luz que desponta,
Num prateado luar.

Que então nos mostra a estrada,
Quase toda percorrida.
Que se dela levamos, nada!
Não faz mal, foi nossa vida.





Condorcet Aranha
Enviado por Condorcet Aranha em 09/11/2005
Código do texto: T69217

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Sobre o autor
Condorcet Aranha
Joinville - Santa Catarina - Brasil, 76 anos
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