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Zeca e sua galinha

Zeca é meu amigo de muitos anos, gente fina, mas sem instrução acha que é garanhão. Dias atrás conheceu a Marcinha, linda, um pouco safada meio moleca e atazanou a vida do Zeca. Vive rodeada de homens no botequim, tomando cerveja comendo amendoim, nem tá aí com o Zeca, mas ele insiste em segurar a peteca. O tempo passou e Zeca no passado ficou. Ainda curte Nelson Gonçalves, Valdick Soriano, não que eu tenha nada contra, mas isso não é do cotidiano. Ele já coroa ela ainda ninfeta gosta de “eu ia até rimar” mas lembrei que do Zeca é que estou a falar. Tentei abrir a cachola do Zeca, mas parece que só tem meleca. Diz que estou com inveja que ele é o tal, mas na verdade ela o trata como animal. Outro dia a encontrei sozinha e chamei para bater um papo. Queria eu saber, o que ela e o Zeca tinha a ver. Ela com um sorriso maroto me disse que sem grana com ele não iría pra cama. Eu já sabia dessa sua faceta que pra ganhar dinheiro ela dava “eu ainda rimo isso!” o seu jeito. Tentei lhe dar uns conselhos, mas acabou me cantando e nessa hora o Zeca estava chegando. Fiquei meio sem graça chamei o Zeca e pedi uma cachaça. Pedi licença e saí de fininho fui para o meu cantinho e de repente o Zeca começou a gritar, prá todo mundo no boteco escutar. Essa é a minha namorada e ninguém mais vai vê-la pelada. Eu quase dei uma engasgada. Nunca pensei que Zeca fosse fazer essa “a rima fica por conta” . Desiti de fazer a cabeça do Zeca. Mas a coisa não parou por ai. Tempos depois alguém parou a me olhar! Era o Zeca em um lindo Jaguar. Entrou no botequim todo pomposo e a galinha, ou melhor, a Marcinha falou: vem cá meu gostoso! Zeca sem titubear respondeu: Agora estou rico e não sou pro seu bico, fique na sua, seu lugar é na rua. Ganhei na loteria e já consegui quem eu queria. Chamou o Joaquim dono do botequim e pra cambada pagou uma rodada. Passaram-se meses a Marcinha sumiu, o Zeca desapareceu, até que um belo dia cheio de alegria volta o Zeca ao botequim cheirando a Jasmim e sua donzela a famosa gazela...
Marcinha aquela “me desculpem, mas tenho que rimar, minha boca está a secar”.
Marcinha aquela putinha! Aplaudimos o casal nesse encontro casual e fomos convidados a participar do ritual matrimonial.
Vincent Benedicto
Enviado por Vincent Benedicto em 11/11/2005
Reeditado em 13/11/2005
Código do texto: T69901
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Sobre o autor
Vincent Benedicto
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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