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Quarta - Feira

Quarta - Feira

Mamãe me sinto só, pois só assim eu sei viver.
A tristeza que tenho se torna incurável.
Sinto falta deste rosto, e da sua voz a me chamar.
Mas não posso mais voltar e mesmo triste devo seguir.
Este som que me trás idéias,
também me leva tudo o que mais tenho de bom.
Se minha vida é um caos, se minha mente se desfaz como esta droga de que me domina?.
Não a minha aprendi muito bem o que é certo e errado e devo a vida a vida que eu vivi.
Por mais que eu tente não consigo esquecer,
e por mais que eu diga que consigo,
é mentira dizer que não amo vocês.
Quero me esquecer de todos, todos aqueles que diziam meus amigos, quero que minha família não se lembre de mim, para quando eu voltar, barbudo e sujo,
você possa ver quem eu sempre fui.
Mamãe sinto sua falta e ainda nos falta muito tempo para que eu um dia possa realizar seu sonho que por coincidência é meu sonho também,
ser um homem como você sempre desejou que seu filho fosse.
Agora sinto a verdadeira importância disto,
e me sinto importante por entender o que você queria me mostrar.
Agora já não choro mais, pois não tenho ninguém pra me ver sofrer, não tenho onde se esconder, a não ser dentro do meu próprio ser. Sinto falta de muita coisa, mas estas coisas que me fazem falta vou deixando pra trás tentando me enganar com algo novo que tento fazer.
Graças a Deus ele me deu algo para voltar a lembrar quem eu sou, quando vejo em meu passado tudo o que já passei não será nada impossível passar mais um pouco de solidão,
Tenho meu dom de tocar e escrever coisas tristes que me fazem ser quem sou e me lembrar de todos.
Continuo tentando pois aprendi que Deus não nos ama a tal ponto de nos dar algo sem que nos mesmos lutemos para conseguir,
mas sozinho ninguém é ninguém.
Sinto falta de não estar ai para ver minha irmã crescer e tenho medo de um dia vela como vejo muitas por aqui sei que ainda não sou pai mais nos três nos ajudamos a crescer e sermos quem nos somos “Renato, Amanda e Mamãe”.
Peço a Deus sempre que ele me de paz e paciência para não me estourar com ninguém,
nem mesmo com aqueles que hoje neste momento que ele me diz estarem dizendo que eu não sei o que estou fazendo,
que tenho que me “ferrar” pois ninguém esta comigo,
mais não penso nisto por que eu também nunca quis estar com ninguém,
ainda mais os que dizem o que dizem de mim.
Não quero ver ninguém chorar por mim,
ao pensar que eu estou morrendo, ou passando fome,
pois é isto que eu penso de todos, que todos estão bem assim como eu estou,
é claro que não tenho mais minha “mamãe” pra cozinhar pra mim e lavar minhas roupas,
mas o que eles não sabem é que eu também consegui me virar sozinho assim como eles conseguiram e digo mais,
meu pior defeito e ser orgulhoso a tal ponto de não desistir como muitos deles desistiram,
assim como todos os meus amigos desistiram também,
mas eu ainda tenho uma coisa a minha mercê e esta mercê é: ter você pra visitar.
Tenho aonde ir.
Se alguém quiser chorar por mim chore,
mas chore de alegria sabendo que daqui cinco anos eu serei melhor do que todos os que diziam não ter tempo ou capacidade de ser alguém na vida,
nunca duvidei da minha capacidade e menos ainda da capacidade de alguém,
sempre fui capaz de fazer e ser quem eu quiser ser.
Sei que só tenho vinte – um anos, e isto é vinte – um ano não doze ou treze,
não tenho que ter assinatura dos meus pais sei me virar sozinho privilégio que muitos não terão.
Chore por mim, mas chore feliz por que se minha vida acabar hoje,
eu fui pelo menos homem de cumprir com minha palavra,
algo que mais admiro em alguém.
Dificuldades sempre passei e sempre passarei,
mas com um orgulho, sabendo quem foi que sempre me viu passar dificuldade e me deixou pra trás,
temos muito que lembrar, e muitas pessoas a odiar também,
mas comigo acredito que mesmo eu sendo um pouco ignorante,
mas Deus sempre irá me ajudar.
Tomara que eu consiga ter uma vida boa e consiga nos dar respeito e dignidade de sermos vistos como alguém.

Quarta – feira, dia 15 de março de 2006 – 15:30 hs.
Rê Santana.
Renato Santana
Enviado por Renato Santana em 18/10/2007
Código do texto: T699918
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Sobre o autor
Renato Santana
Araras - São Paulo - Brasil, 32 anos
137 textos (6929 leituras)
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Renato Santana