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A voz dos sonhos

Grave a voz que me chama de noite...
Voz, essa que me acorda e desperta de qualquer sono profundo.
Oceano eterno que eu possa estar, venho ao de cima, como uma fuga de ar, um desespero que me afoga a alma. Desperta-me!
De tal forma intensa e pura que me corrói e seduz por dentro e por fora.
Grave a voz que me persegue...
Pelos sonhos e pesadelos,
Pela luz e escuridão
Nas entranhas da saudade
Pela saudade que me preenche
E o som nocturno das aves.
Grave a voz que me enrola a língua e não me deixa falar,
Me cobre os olhos e não me deixa ver
Me aperta os pulsos e não me deixa mover.
Sonho que me acorda dentro dele, mas não me deixa sair.
Me deixa e obriga ali permanecer sem fuga, sem movimentos.
Mas acordo
Subo das profundezas do oceano até cá em cima,
A terra aspirando o ar preciso para viver, mas o sonho não termina...
Fico ali, em cima com a alma a boiar, e não vejo absolutamente nada!
Apenas oiço a tua voz.
Joana Sousa Freitas
Enviado por Joana Sousa Freitas em 11/11/2005
Código do texto: T70016
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Sobre a autora
Joana Sousa Freitas
Portugal, 40 anos
118 textos (7239 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 10:38)
Joana Sousa Freitas