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o brilho da safira

quando digo que a verdade
tem cheiro de indecência,
é porque na realidade
ela incomoda a consciência

falo por especialidade,
mas não sei se é só comigo
todo mundo na verdade
nunca olha o próprio umbigo

se é parecido com castigo
viver sempre em falsidade,
por que não se busca o abrigo
onde há veracidade?

quem vive perambulando
sempre atrás de um disfarce,
de si mesmo esquece quando
eles lhe descobrem a face

viver é contradição
como o brilho da safira
que nos chama atenção
quando parece mentira

eu só falo pra você
o que você quer ouvir
porque sei que o seu prazer
é maior se eu mentir

é preciso respeitar
as regras da convivência
até mesmo o sol e o mar
também vivem de aparência

só que a vida, nos parece,
que é nascer, crescer, sumir
ela é só o que acontece
não o que se quer fingir


Rio, 04/10/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 19/10/2007
Reeditado em 19/10/2007
Código do texto: T700457

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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