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Feitiço não, feitiço nunca mais

Eu já matei a galinha preta
E aparei o sangue dela
Fiz o que você mandou
Juntei os temperos e coloquei na panela.

Também já misturei os miúdos do bode
Com os cravos e cavacos de canela
Foi quando você me disse
Que precisava juntar, uma suja calcinha dela.

Nunca imaginei que fosse tão difícil assim
Nem dei bola para o que disse a minha vizinha
Que a maior dificuldade era encontrar
Quem a segurasse para que eu arrancasse dela
Sua calcinha.

Por isso eu digo que
Mandinga nunca mais
Não consegui a menina
E levei um tapa na cara
Quem tem capacidade pra conquistar
Um feitiço nunca faz.

Ela ainda me mandou comer
Toda a panelada que eu havia preparado
Dizendo que era para curar minha tara
Que sempre pensava que eu era um bom moço
E não um grande tarado.

Mas hoje ela está aqui do meu lado
E vamos levando a vidinha que eu tinha sonhado.
Deixei de fazer sortilégio e encontrei a fórmula do amor
Não foi nada fácil aliviar minha dor.
Abandonei o terreiro e joguei o badulaque fora
Só assim, eu consegui ser perdoado.


 

 
ChangCheng
Enviado por ChangCheng em 19/10/2007
Reeditado em 19/10/2007
Código do texto: T700673
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
ChangCheng
Santa Maria - Distrito Federal - Brasil, 65 anos
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